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Rabaçal: Geografia e População Versão para impressão Enviar por E-mail

A palavra "Rabaçal", a que nos referimos com muita frequência, é uma fitotoponímia que significa campo de plantas vivazes da família das umbelíferas (rabaça - apium nodiflorum L.), usada por vezes como tem­pero e própria de terrenos com águas correntes. No caso concreto da villa romana, que tratamos aqui em programa museológico, denomi­namo-la "Rabaçal" por ser este o lugar que lhe fica mais próximo e por­que não foi ainda encontrado qualquer testemunho escrito da época que lhe servisse de alternativa.

 

O lugar do Rabaçal encontra-se situado na região centro de Portugal. Pertence ao concelho de Penela, que totaliza cerca de 7000 habitantes, de onde dista 7 kms, e ao distrito de Coimbra que lhe fica a 20 kms. Foi servido de boas estradas até ao séc. XIX, as quais têm a sua origem nas estradas públicas - que cumpriam bem o lema "Todos os caminhos vão dar a Roma" -, vicinais e enfestos ou atalhos.

O lugar tem cerca de 200 habitantes e é cabeça de freguesia, a qual totaliza cerca de 400 habitantes, em grande número ligado ao sector pri­mário, a tempo inteiro ou parcial. Está implantado num vale conhecido por vale do Rabaçal, o qual apresenta a forma de uma banheira e está a 160 metros acima do nível médio da água do mar. Sensivelmente a meio. é atravessado pelo rio Carálio Seco, de curso intermitente e que tem o concurso de 10 nascentes.

O rio e as ribeiras apresentam um leito calcá­rio margoso e fracturado, de antigo ambiente de fundo marinho (bem evidenciado nos inúmeros bancos de fósseis), tornando os terrenos muito vulneráveis ao contacto com resíduos poluentes, domésticos e industriais.

O vale onde nasce o lugar integra a bacia do Mondego; atinge cerca de 10 kms no sentido N/S e cerca de 4 kms de largura, sendo bem ser­vido de abundantes águas e de férteis terras repartidas em minifúndios, de que são reflexo as fontes, as noras, os moinhos, os lagares e as pico­tas. Aqui é praticada a agricultura de regadio e de sequeiro (já efectuada no período romano, segundo o manual de Catão), sendo comum a seme­adura, por exemplo, de vagens, trigo e milho, do qual é feita a célebre e apreciada broa, tão elogiada pelo Marquês de Pombal; o plantio da vinha, da batata, e outros.

A oliveira - prima omnium arborum, segundo Columela, agiganta-se na paisagem mediterrânica do vale, apresenta espaços constantes entre si com cerca de sete metros e é fonte de boa produção. A nogueira também está presente e produz bem. As pastagens espontâneas são pródigas, dela ressaltando a Erva de Santa Maria, que dá ao celebrizado queijo do Rabaçal um sabor bem característico e é ali­mento de pequenos rebanhos de cabras e ovelhas. Os bosquetes ainda remanescentes são um elemento a proteger na paisagem do Rabaçal, onde abundam as abelhas.

Circundando o vale, ponteado de eiras circulares e seculares muretes de estremas, apresentam-se-nos, a sul, a linha dos montes de Figueiró e Ateanha; a nascente, o monte do castelo medieval do Rabaçal, o monte de Jerumelo e a cadeia que culmina no monte de Vez; a norte, outra linha de cumes, cruzando o monte de Pega e, a poente, as elevações de Maria Pares, Chanca e Rabaçal, na Serra do Sicó.

Dos referidos cumes calcários e das suas encostas desnudadas, sai hoje a riqueza da pedra para a calçada portuguesa, como saíram ontem, na tradição megalítica que chega até bem perto de nós, as grandes lages para as eiras, para os alpendres, para as coberturas das fontes, para as tarefas do lagar e pias do azeite, ombreiras e pombais, galgas e pesos de lagares arcaicos (alguns em funcionamento), bem como para tanques, condutas, mães de água e pavimentos. Acresce referir que os cumes secos, característicos da paisagem cársica, têm um contraponto na pai­sagem distante da Cordilheira do Zêzere (bacia do Tejo), nomeadamente nas verdejantes Serra do Buçaco e Serra da Lousa, onde neva com alguma frequência.

Do Rabaçal continua a emigração para a Europa, como acontecia outrora para o Brasil, África e outros pontos do mundo, bem como a migração diária para os centros industriais e urbanos em busca de traba­lho, o que reflecte alguma fragilidade social e económica local, apesar da implantação de duas fábricas de lacticínios na localidade.

Deixamos uma última palavra, necessariamente breve, sobre a feira de gado mensal que tem lugar na última quarta-feira do mês, única no vale e onde se congregam moradores de cerca de 15 aldeias próximas. Para além de ser um excelente ponto de coesão e sociabilidade, a feira exibe bem a capacidade de realização da população.

 

Informação Bibliográfica:

"Roteiro, Rabaçal Aldeia Cultural"

Autores:

Miguel Pessoa

Lino Rodrigo

Sandra Steinert Santos

Edição:

Câmara Municipal de Penela

 

 

 

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