Envio de Mensagens

Contacte-nos se pretende alguma informação sobre o Rabaçal ou outro assunto relacionado com este sítio. Também gostaríamos de ter a sua opinião. Até breve...






Facebook Comentários


Lagareta de Marrocos Versão para impressão Enviar por E-mail

DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS

O ICOMOS elegeu para assinalar este dia o património associado à actividade agrícola e o IGESPAR lançou o tema Património Rural / Paisagens Culturais


DIVULGAÇÃO DO PATRIMÓNIO DO MUSEU DA VILLA ROMANA DO RABAÇAL, PENELA, PORTUGAL

 

Colecção etnográfica

Prensa de dois parafusos. Lagareta de Marrocos (Sefrou, a sul de Fez)

É toda ela de madeira, provavelmente de oliveira. Apresenta dois tabuleiros. O superior (prelum), móvel, é accionado por dois manípulos que correm em dois parafusos paralelos; o superior é fixo (area) e é sobre ele que se coloca a massa da azeitona esmagada, em forma de queijo. O tabuleiro inferior apresenta um sulco profundo e circular que serve para recolher o azeite e canalizá-lo, através de uma bica, para recipiente de decantação.

 

O “queijo” da azeitona triturada, que mantém aqui a forma da saca que o envolvia, é comprimido pelo madeiro móvel (tabuleiro superior) que é rebaixado por meio de dois parafusos.

 

É uma estrutura composta que, quando em função, é segura pela penetração de dois espigões em base de argamassa. Esta fixação permite o accionamento dos dois manípulos sem que a estrutura oscile. Por sua vez, os dois calços atravessam os dois espigões, em orifícios diametralmente opostos e no prolongamento inferior dos referidos parafusos. Observámos, ainda, antes do restauro, que os calços são seguros por acessórios de arames, o que era fundamental pois os calços, aqui, seguram o tabuleiro inferior.

 

É uma peça pesada, de madeira densa, talhada manualmente, incluindo as roscas da porta e os parafusos que não exibem qualquer trabalho de torno. Serve bem para a transformação da azeitona em azeite, quando face a produções de pequenas quantidades.

 

Integraria esta lagareta, muito possivelmente, um lagar sem galgas como sabemos ter acontecido, segundo o relato oral do artesão António Maria Manuel, até à década de 50, do século XX, em Carapeto Novo, freguesia de S. Luís e concelho de Odemira, sul do Alentejo, onde todo o processo de extracção do azeite era feito pelo homem e pela mulher, a sangue (trituração da azeitona com o malho cuneiforme e prensagem da massa, a pés).

 

Provém de Sefrou, a sul de Fez. Marrocos.

Nome da peça: Mithanat – Zaitouni.

Autor da recolha: Oulgom – Hmed.

In Da azeitona ao azeite, do Rabaçal a Fez. Homenagem à oliveiraprima omnium arborum. Catálogo da Exposição Temporária no Espaço-museu do Rabaçal, Penela, Portugal (no prelo). PESSOA, Miguel (Arqueologia/Museologia); RODRIGO, Lino (Antropologia/Museologia); VICENTE, Sónia (Arqueologia); MADEIRA, José Luís (Design Gráfico); PEDRO, Francisco (Fotografia)

 

Visitantes do Site

mod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_counter
mod_vvisit_counterHoje89
mod_vvisit_counterOntem158
mod_vvisit_counterEsta Semana867
mod_vvisit_counterEste Mês3334
mod_vvisit_counterTodos362983

Visitantes em Linha

Temos 45 visitantes em linha

Copyright © 2017. Jose Gomes - Criado em Joomla e shape5 www.gomitos.com